Perto de Lubbock - The First Parade

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Perto de Lubbock - The First Parade

Mensagem por Drake Warren Worthington em Sab Fev 07, 2015 7:32 pm

Valhalla
awaits me
Sword in my hand and axe on my side. Valhall awaits! Soon I will die. Sword in my hand and axe on my side. Valhall awaits me, when i'm dead!



Dirigi pelo caminho até Lubbock evitando aglomerações de carros ou muitos zumbis no caminho tentando usar transversais para não danificar o carro. Em alguns casos atrai os zumbis para o carro e fiquei dando ré esperando mais deles virem enquanto apertava a buzina para atrair mais ainda os mortos. Quando percebi a aglomeração maior ali perto do carro, acelerei para frente com o pé firme no acelerador atropelando muitos deles nesse caminho.

Mesmo esperando, ainda assim me assustei com alguns deles rolando pelas laterais do carro e alguns muito poucos rolando para cima do carro, parando apenas na lona de trás. Bufei ao ouvir os resmungos do morto ali no carro, falei com Claire: - Espera que eu já volto e acalma o Hades. - Notei o cachorro levemente inquieto no chão. Dirigi o carro mais um pouco para a rua vazia, então parei o carro, peguei a faca de 20,5cm e abri a porta do carro deixando ele ligado porque não demoraria.

Chutei um zumbi no peito que veio me "abraçar", termino de sair do carro, fecho a porta e quando o zumbi retornou para me abraçar, enfio a faca na cabeça dele. Quase que imediatamente o zumbi parou e usei minha mão livre para segurar a cabeça do morto enquanto puxava a faca de volta. Virei-me para as costas do carro e chamei a atenção do zumbi ali, notei que ele estava bem lerdo e que não conseguiria sair dali sozinho.

Revirei os olhos porque seria perda de tempo tentar tirar ele dali assim, retorno para dentro do carro já avisando a Claire: - O idiota não vai conseguir sair dali sozinho, vou puxar o carro pra frente e em seguida dou ré para ver se ele sai rolando. Cuidado vocês dois ai atrás. - Com os dois avisados, prossegui com o plano, acelerei o carro para frente por aproximadamente 10s, troquei o pedal que pressionava com o pé e dei ré com mais força com a qual usava para acelerar.

O zumbi primeiro bateu com força no vidro dos bancos onde estava a Claire e Hades, em seguida saiu rolando fazendo o barulho pela lona até que caiu com força no chão confirmando que saiu de vez do carro. Tornei a dirigir rumo a cidade procurando algum lugar para parar e para uma parada à noite seria para ficarmos até o dia seguinte pelo menos e depois faríamos uma busca na cidade.

Após alguns minutos que talvez tenham chegado a passar os 60min que formam uma hora, virei minha cabeça rapidamente perguntando para Claire: - Alguma sugestão de lugar para pararmos pela noite? - Esperei uma resposta dela enquanto olhava para a cidade se aproximando e antes dela responder, informei sobre a gasolina: - Tem ainda um quarto do tanque, então amanhã temos de procurar gasolina também só que a pé e escondermos o carro enquanto isso.






Notas: Notas notas ou qualquer coisa.



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Re: Perto de Lubbock - The First Parade

Mensagem por Claire Vogt Wolfenbüttel em Dom Fev 08, 2015 12:26 pm

Hey, wait!


O vento frio percorrerá pelas brechas do carro, envolvendo as pernas da garota, deixando-a se arrepiar os pelos. A estrada ao longo disposta a fazia relembrar ao motivo considerável a qual não se aventurava a caminhar. Claire sorriu antes do entusiasmo do garoto a acelerar o automóvel a que se colocavam, fitando-o com o canto dos olhos, deixando a cabeça direcionada ao cachorro. Hades parecia manter a fome, mas na verdade se deixava avisar o perigo, poderia ser simplesmente os dois fatos agrupados.

Com um impacto chocou o corpo da ruiva contra o cinto. O morto se colocava a lona do carro, socando-se a própria vontade, na tentativa de se libertar. Como quase um resmungo, chiava um gemido entre os dentes do rapaz imposto ao lado de fora. Drake e sua grande audácia o fez reagir, e Claire só conseguiu atingir o olhar assim que já estava longe demais. -Espera que eu já volto e acalma o Hades. - A garota indagou as palavras com tom satírico. - Seus ruídos me fervem o ouvido. - Esbravejou com fúria, mesmo sabendo que talvez o menino não a ouvisse. Não gostava de ser tratada assim, mesmo sendo mulher, tinha traços mais fortes que de homens e sabia lutar melhor que muito destes.

O tempo se passou e Drake se deslocou adentro novamente, mantendo as mãos firmes no volante, mudando de plano radicalmente, o que fez sem muitos detalhes botar o plano em dicção. Claire poderia sentir as mãos latejando assim que fitou as unhas unindo rígidas a pele. Não sentia medo, mas também não se sentia confortável suficiente para a quentura pela aderência de braços ao seu redor. O cachorro se recuou ao presenciar a coalizão daquele que se punha a fora, mas a garota não ousou estremecer.

A cidade mantinha-se logo à frente em uma distância considerável, a gasolina não era muita, pelos comunicados de Drake, mas era uma quantidade suficiente para que atingissem a cidade. Correu os olhos no local, mas ainda não conseguia se ver muito. - Podemos chegar a cidade e tentar algum abrigo, revezando à noite. - Expôs o pensamento, quem dera pudesse o julgar o mais sábio. - Ou podemos passar a noite nós mesmos aqui, antes de alcançar a cidade, não sabemos o que tem lá e amanha, assim que amanhecêssemos, conheceríamos a cidade, em procura a gasolina e comida. - A última palavra lhe deu gastura, antes de se pôr ao labirinto se mantinha a procura de tal prazer, a comida lhe faltava por dias. - O que será que estão fazendo com os outros que sobreviveram? Os do time oposto, digo. - Mexeu nos dedos sem ousar olhar o menino, mas a curiosidade louca debatia-se ao peito.

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Re: Perto de Lubbock - The First Parade

Mensagem por Loki Jökulhlaup em Seg Fev 09, 2015 1:21 am


Loki estava na beira de uma saída de incêndio de um prédio perto da entrada da cidade, algo comum na América pelo o que ela dava para perceber. O beco à qual a saída ali dava era praticamente deserto possuindo apenas alguns transeuntes que se andavam de um lado para o outro mas que por algum motivo demoravam a notar a mulher sentada sobre um zumbi cuja mandíbula jazia à exatos cinquenta centímetros de seus pés e que pouco a pouco parava de se debater, como se desistisse de morder tudo que se movia à sua frente. Nas mãos da mulher gotas de sangue escuro escorriam de sua espada oriental e pequenas gotas caíam no chão manchando as grades de metal. Levava dois dedos aos lábios segurando um cigarro invisível de forma tranquila com uma mão enquanto a outra separava a casca embolorada de um pão velho do miolo, pequeno trunfo que havia achado em um carro abandonado três milhas ao sul da cidade.

Ao lado do zumbi abatido um cachorro devorava as migalhas que ela derrubava de forma silenciosa e lenta, o animal exalava um cheiro ardido e fétido de sangue seco que se mesclava com seu pelo preto. Sua forma mais básica de proteção e no momento não seria ela a se banhar de entranhas de desconhecido, ela ainda havia seu orgulho.

Soltou o ar lentamente para cima, silenciosamente e vagarosamente relaxando enquanto aproveitava de seu prêmio, a cabeça de alguém que antigamente possuía uma família e amigos, um emprego para se gabar e pelo relógio caro no pulso uma boa quantidade de dinheiro. Loki não sentiu nenhuma forma de empatia pelo cadáver. E pela forma que estava preso no lugar não havia sido difícil decepar os pés por engano e mandíbula enquanto o zumbi olhava para dentro de seu antigo apartamento no primeiro andar, quase que em um momento de humanidade para depois voltar a sua forma animalesca e perder o apetite ao ter sua forma de alimentação cortada. Loki aproveitou para trancar a janela de forma eficaz com uns truques que envolviam apenas física e seu cérebro, sem ter certeza de onde havia aprendido aquilo.

O cachorro colocou a cabeça entre as pernas dela e ali ficou almejando o pedaço de pão que ela havia achado e ela torceu o nariz para o cheiro do animal e mesmo assim em seu silêncio absoluto perdendo-se em alguns pensamentos, mas a sensação que possuía era que apenas uma música rodava em sua mente e não havia escapatória e mecanicamente jogou a casca para o animal que feliz retirou-se para comer enquanto ela meditava sobre o fato de comer ou não o miolo da comida, decidindo-se logo após pelo não e o jogando no chão de forma descuidada limpando  o canto da boca com as costas da mão.

Levantou-se rapidamente, em um pulo felino e com um pequeno aceno uma mancha negra surgiu a sua esquerda. O bendito cachorro que a seguia sem proferir um som, como se fosse mudo e que talvez fosse. A parte boa é que ela não deveria se sujar, mantendo-se arejada enquanto o animal levava toda a carga das entranhas alheias. No começo o cão não parecia gostar, mas pouco a pouco acostumou-se.

Loki bateu na coxa três vezes e andou em passos arrastados, sentindo o terreno sob seus pés protegidos apenas por um tênis enquanto apoiava o corpo na pequena grade que a protegia de cair. Sua mão esquerda apertou o cabo da katana com força, sentindo algo se aproximar.

Ali esperou, quase sem respirar, encarando o vazio que seu olhos permitiam ela ver.
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Re: Perto de Lubbock - The First Parade

Mensagem por Alice Owens em Seg Fev 09, 2015 1:24 am


Alice andava sem um rumo certo, seus passos já eram pesados, suas pernas doíam, andava há dias sem parar, seus cabelos loiros compridos grudavam na sua testa suada, sua maquiagem preta mais borrada do que o normal, ela segurava seu facão, não deixando nada passar por perto o suficiente, seu braço já estava também dolorido e a arma parecia ficar cada vez mais pesada, se sentia realmente exausta, via uma cidade ali perto, normalmente iria para uma área com mato, uma floresta, pântano, o que fosse e tivesse uma árvore para ser escalada e longe dos zumbis, ela não tinha fugido do hospício para viver matando zumbis por ai, coisas desgraçadas, deveriam continuar mortas e não sair por ai andando e gemendo.

Logo ao seu lado, a loira viu novamente um sorriso psicótico no ar e balançou a cabeça, não poderia deixar-se levar, ela vestia vestes de zumbis que ela havia matado algumas horas antes, então andava pela cidade de um jeito quase que sem ser percebida, seus coturnos imundos de sangue e tripas, assim como seu pescoço, com pedaços de zumbis, seu cheiro era camuflado, havia descoberto aquilo a uns meses, mas se recusava, agora o cansaço já era demais e ela tinha que ter alguns minutos de paz, aqueles gemidos e risos a incomodavam tanto, saudades do silencio, as risadas vindas de sua mente e os gemidos daquelas criaturas nojentas, que insistiam em aumentar cada vez mais seu número, ela já nem sabia se haviam outras pessoas vivas como ela.

Ouvia seu estômago implorando por comida, viu um prédio chamativo na entrada da cidade, aquilo já não eram mais dias de se abrir a porta educadamente e sair andando como se nada acontecesse, ela decidiu ir pelo beco ao lado, com certeza teria uma saída de incêndio e entraria por lá.

Alice, Alice... Cuidado, suas necessidades podem te matar a qualquer segundo” Era a frase principal que vinha em sua mente, praticamente gritava e dava risinhos, aquilo fez a garota soltar até mesmo um rosnado baixo, com cuidado virou a esquina e segurava seu facão a todo ouvidos e olhos, preparada para tudo e qualquer coisa. Para sua surpresa, viu uma mulher e um... Cachorro? Fazia tempo que não via um vivo. Ela encarou a mulher e arregalou os olhos, a mulher segurava sua arma e a garota a sua, Alice não podia esconder a surpresa e um pouco de medo, ela não queria ser morta por alguém vivo, após tanto tempo fugindo e matando.

Eu não vou te machucar, por favor, abaixe a arma... —Ela disse baixinho, no seu tom calmo, sua voz era rouca e perto daquele silencio todo em volta, dava até um certo destaque, via o zumbi caído no chão e franziu a testa, ele estava completamente inofensivo, Alice continuou na sua posição de inicio e mordeu os lábios, esperava alguma coisa da outra mulher a sua frente, parecia tão acabada quanto ela, só que mais descasada.

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Re: Perto de Lubbock - The First Parade

Mensagem por Loki Jökulhlaup em Seg Fev 09, 2015 1:40 am


Loki acenou com a cabeça positivamente ao ouvir a voz feminina que provinha do lado de baixo, no entanto, não poderia dizer com certeza de onde vinha já que a distância de onde estava até o chão não a permitia enxergar os "vultos negros" a qual ela conseguia diferenciar para matar, mas a pessoa do lado de baixo exalava um cheiro parecido com os dos mortos o que significava que não traria problemas. Levantou a katana e a guardou rapidamente na bainha que mantinha presa no cinto e jogou-se no chão de forma que aparentasse um descuido, no entanto, suas mãos ao alcançarem o chão não fizeram barulho e nem seus joelhos sofreram com baque. Por algum motivo ela sabia cair sem se machucar e manejar uma espada. Ela não saberia responder como ou o porquê, apenas que sabia. - Um momento. experimentou usar a voz uma primeira vez naquele mês e surpreendeu-se por ainda sair algo do fundo de sua garganta além de um gemido fraco. Era estranho ouvir outra voz, mas o mais estranho talvez fosse sua própria.

Seus dedos finos começaram a tatear o chão a procura de um pequeno mecanismo que surgisse a escada, no entanto, havia o problema do barulho, pois aquelas coisas pareciam se guiar pelo cheiro e barulho dos locais como se aquelas áreas que ligam ouvido-nariz tivessem abertas. O que não fazia sentido pois nariz é conectado com a boca e ouvidos com os olhos. Funcionar um de cada era estranho, assim como o vírus que ocasionava nessa mudança de comportamento em células mortas.  Tendo tais pensamentos em mente parou em um canto, paralisada sem se mover. Não poderia abaixar as escadas e a única oportunidade seria "pular" pelo o pouco de grade que já havia descendo, no entanto, torcia para a queda não ser alta. - Iremos descer. - Disse de forma lenta e baixa, no entanto audível para a mulher no andar de baixo.

Jogou o corpo para o lado de fora, colocando o pé em um dos degraus e assim foi até o quarto, quando finalmente a escada havia acabado deixando quase um metro e vinte e dois centímetros de folga até o chão. Espaço que ela não tinha conhecimento de ser tão curto. Preparou-se de forma calma e em um suspiro jogou-se, caindo em pé, novamente com movimentos semelhantes a de felinos. Levantou uma das mãos para o lado, mostrando o dedo indicador como se pedisse um minuto. Levantou a cabeça para cima e com a outra mão fez um movimento chamando o cachorro para depois fazer uma espécie de cesta para que o cachorro pulasse. O que ele fez desajeitado caindo nos braços de Loki e babando por todo o chão.

Mau o animal tocou os braços de Loki e já foi lançando ao chão permitindo que ela se aproximasse da moça e tocasse de leve o rosto dela, passando a mão delicadamente sob o nariz, lábios e olhos, esperando que seus dedos reconhecessem a identidade da pessoa. Seus lábios comprimiam-se de excitação que pouco a pouco voltavam ao normal ao constatar que as feições não eram as de quem procurava. Mas quem ela procurava? Loki não saberia responder.   - Prédio Lotado. Estrada ao norte. - Disse por fim apontando para o sul sem perceber de seu erro, sua fala era rápida mas perfeita, com um sotaque desconhecido e possivelmente britânico. Falava com segurança e certeza, quase que apresentando um convite.

  50...Não...L...Loki.   Apontou para si  com uma feição confusa, mexendo as pupilas esbranquiçadas de forma rápida como se tentasse buscar na memória o próprio nome para depois apontar para o cachorro - Fenrir, ele não morde. Novamente o tom saiu baixo, enquanto movimentava a cabeça para os lados a espera de algum vulto negro, mas apenas havia dois. Um à sua frente e outro ao seu lado.   - Poderia me ajudar a achar a saída da cidade, por favor? Esse cão xexelento não serve para nada. Tomou um pouco de folego, não acostumada a por tantas palavras em uma frase.  
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Re: Perto de Lubbock - The First Parade

Mensagem por Alice Owens em Seg Fev 09, 2015 2:32 am


A garota não podia falar que não achou estranha a ação vinda da mulher, parecia que ela queria saber quem Alice era, por apenas tocar em seu rosto, o que fez a maquiagem da garota borrar ainda mais, a garota ficou meio sem reação, enquanto as risadas em seu ouvido pareciam crescer e aumentar, cada vez mais alto e torturante, ela deu uns passos para trás, enquanto segurava o cabo da sua faca com mais força.

Aquilo raramente acontecia, as vozes falavam alto, deixando Alice meio desnorteada, com isso a garota olhava sem parar de um lado para o outro, em completo desespero, com medo dos mortos vivos a pegarem de surpresa, mas por sua sorte, as sombras no chão pareciam bem distantes, mas ficavam cada vez mais próximas e o barulho parecia aumentar, a garota olhava para o cachorro, como se ele fosse a próxima ameaça, ouviu a voz da estranha mulher, a qual ela julgava ser outra que havia fugido de um hospício da vida.

Ela assentiu, não parecia difícil, elas estavam bem perto da entrada da cidade, elas poderiam ir por ali ou simplesmente achar alguma outra rua principal que as levassem para a saída de lá, indo para sei lá onde, o cu do mundo talvez, a garota deu de ombros, fazendo um sinal para a mulher se aproximar, enquanto ouvia um barulho incomum, deveria estar ficando realmente louca, via os mortos se aproximando cada vez mais, elas teriam que sair por ali de qualquer jeito, desvantagens de estar em um beco.

Temos que ir por ali de qualquer jeito... Podemos sair pela entrada da cidade, mas são dias de caminhada até outra cidade ou algum mercado abandonado.—Explicou Alice, dando a opção para a mulher, a voz dela agora era mais parecida com um sussurro, não pode deixar de ver o sotaque britânico da mulher, era até estranho reparar aquilo, após tantos meses sem falar com alguém.

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Re: Perto de Lubbock - The First Parade

Mensagem por Drake Warren Worthington em Seg Fev 09, 2015 2:42 am

Valhalla
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Concordei com as ideias sobre as paradas, parecia que algo em mim agiu de imediato, minha bexiga pesou, parecia que ia vazar tudo ali se não me apressasse. Revirei os olhos porque isso não é algo que se vê em filmes, ficar com vontade de mijar, parecia algo praticamente errado em meio a uma fuga ou busca por suprimentos. Parei o carro no acostamento, peguei a faça de 20,5cm novamente, a aljava de flechas na frente do meu peito e a besta pendurada num lado do braço.

Respirei fundo enquanto abria a porta do carro e finalmente respondendo Claire: - É quase impossível de saber o que houve com eles, mas uma coisa é certa não será algo bom pra eles e provavelmente nem para nós. Em Resident Evil fizeram experiências para achar o usuário ideal para esse vírus zumbi, e a dupla do labirinto pode estar pensando em aumentar o poderio desses zumbis.

Suspirei descendo do carro: - Preciso mijar, acho que até o Hades precisa também quem sabe. Quando voltar, vemos algum local aqui perto para pararmos. - Segui caminho até uma pedra mais alta que eu para eu mijar ali e me aliviar, parecia que era eu fazer por bem ou meu corpo faria sozinho o alívio de roupa e tudo. Tentei me apressar e fazer tudo sem ficar enrolando porque embora tivesse uma visibilidade boa envolta de onde estava, não quer dizer que não pudesse aparecer algum zumbi.

Não era comum ficar repensando em coisas passadas, mas imaginou se o que falara com Claire talvez estivesse certo, os dois falaram que precisaríamos deles para o inverno, será que realmente seria mais seguro com eles? Lembrei da Alice de RE e definitivamente com essa base de coisas ruins com os criadores de um vírus zumbis, realmente não queria trocar de lugar e tentaria sobreviver a esse inverso sem ajuda daquelas pessoas.

Era possível de acontecer outro evento de sequestro em meio a esse inverno, mas será que seria garantido isso, ou seria apenas uma suposição. É certo que algo viria, mas até que ponto pode-se se supor e esperar o pior em um mundo com zumbis, supondo é claro que não é só os EUA com essa infecção. Será que se for só aqui (nos EUA), os criadores estão abafando a doença como?

Meus pensamentos pessimistas se foram quando terminei de mijar, sacudi meu membro um pouco, guardei novamente na calça sabendo que ainda teria aquela última gota na cueca e fechei o zíper novamente. Dei aquela coçada de charme, peguei a besta em mãos e comecei o retorno para o carro onde estava Claire e Hades.






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Re: Perto de Lubbock - The First Parade

Mensagem por Loki Jökulhlaup em Seg Fev 09, 2015 3:14 am


Ela abriu a boca para responder, mas ficou paralisada com a boca aberta. Sons chegavam em sua cabeça de forma ensurdecedora, quase impossível de aguentar sem uma dor de cabeça forma-se em sua mente. O som de passos em águas, de pés sendo arrastados. Havia coisas por perto, ela sentia. E os zumbis não demoraria a atacar, graças ao barulho que ambas haviam feito.  Sua reação foi a mais incomum que poderia ter, apenas agarrou o braço da mulher a sua frente com força dando um aperto inicial, como se informasse naquela ação o plano de fuga, que seria basicamente correr até os pulmões caírem para fora, ao menos elas tentariam escapar. O cachorro deu um ganido como se também concordasse com aquilo. Mas o que um animal saberia?


Seus pés começaram a se mover de forma confusa, tropeçando em cada coisa que via, ou melhor, que não via,  mantendo os olhos fechados para que conseguisse se concentrar mais nos sons do lugar. Um som estranho saía de seus lábios e assemelhava-se com um pequeno estalo e com isso pouco a pouco ela começou a saber onde pisar e por onde, ironicamente, seguir. Corria um pouco mais a frente, tendo certeza de ser seguida por várias pessoas além da moça que havia encontrado, pois os barulhos que eles faziam aumentavam com tempo. Sua mão então pousou em cima da katana e segurou a bainha com força mesmo sabendo que não haveria tempo para derrotar os que a seguiam. Quantos seriam? Pelos passos dava para calcular uns dezenove contando com elas duas. Talvez desse se estivessem em um espaço mais aberto ela conseguiria puxar a katana e voltar a lutar, no entanto, não havia escutado nenhum barulho metálico nas mãos da garota ao seu lado para saber se ela estava armada e sozinha ia ser difícil conseguir aquilo. Já havia matado vários, mas nunca tantos ao mesmo tempo.

Mexia suas mãos na frente, como se tentasse evitar de bater em algo e quem visse a cena de longe poderia até achar estranho e até mesmo hilário a situação a qual Loki se encontrava e para piorar o cachorro havia sentido o perigo e disparado mais adiante, se ela estivesse de olhos abertos veria o pequeno vulto perde-se em meio a escuridão. Quando sentiu o terreno arenoso sob seus pés, indicando que já não estavam mais andando pela cidade e sim em um terreno aberto, possivelmente parte da estrada, lugar que ela estava procurando por sólidos dois dias e que, finalmente, havia achado no horário de sua possível morte, ela abriu os olhos mais uma vez, enxergando apenas o escuro. Puxou a espada de forma descuidada, batendo o cabo de forma dolorosa em sua bacia, mas com uma dose adrenalina tão alta que não sentiu a pontada da dor, apesar de já começar a fadigar.

Levantou a Katana na altura de seu pescoço em um movimento rápido e continuou a correr em direção a algo que mostrava-se grande e duro no meio da estrada, torcendo para ser uma... piroka lataria andante com gasolina.


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Re: Perto de Lubbock - The First Parade

Mensagem por Alice Owens em Seg Fev 09, 2015 11:43 pm


Gemidos perto, aqueles sons pelo qual Alice tanto tinha nojo, a garota mordeu o lábio e se preparou para o que vinha, queria que fossem poucos, um a um chegavam daquele lugar, a garota contava, os passos se aproximavam, ela odiava aqueles mortos vivos, eles eram feios e fediam, com tempo, ela viu a arma da outra mulher e sorriu levemente, uma ajuda, estavam sendo apenas cinco, depois sete... Quando viu, já eram dezessete.

Mas que porra... —Ela disse, mas ao mesmo tempo, a outra mulher começou a correr, com seu cachorro à frente, Alice não esperou nem meio segundo e começou a seguir aquela mulher estranha, ela poderia ser confiável, elas tinham o mesmo desafio no momento, salvar suas vidas e matar, ou esperar algum milagre.

Um deles, parecia um pouco mais rápido que os outros, se aquilo fosse possível, ele caminhava e tentava pegar o braço da garota, a risada aumentou cada vez mais, parecia mais um grito do que uma risada, não deixou que aquilo a impedisse de agir, atacou o morto vivo na cabeça, cortando o crânio dele, o sangue do zumbi pingou um pouco em seu rosto, a garota odiava quando isso acontecia, retirou a lamina de sua faca do crânio do zumbi, deixando-o caído e saindo correndo atrás da outra mulher, mas os zumbis também tomaram a frente delas, as cercando, a garota teve vontade de gritar, mas se fizesse aquilo, chamaria mais a atenção de mais mortos vivos.

Alice usava toda a sua raiva que tinha daquela risada em sua mente, enquanto matava os mortos vivos, cortava a cabeça de dois ao mesmo tempo, atravessando o crânio dos dois, retirando sua lamina e partindo novamente para mais dois deles, aquilo parecia só aumentar, que praga, deveria se chamar piolho e não mortos vivos.

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Re: Perto de Lubbock - The First Parade

Mensagem por Drake Warren Worthington em Ter Fev 10, 2015 1:17 am

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O caminho para o carro fora comum, sem nenhum resmungo e nenhuma surpresa morta, embora é claro estivesse tomando cuidado com os lados e a retaguarda. Quase que seguindo meus movimentos virando para frente e para os lados ouvi um latido de cachorro mas diferente do latido de Hades que mesmo tendo ouvido uma ou duas vezes, sabia diferenciar daquele que ouvia naquele momento.

Olhei envolta procurando a origem dos latidos e um susto veio junto da imagem do enorme cão, ou lobo, ou o que quer que fosse aquilo. Era enorme e tinha aquele olhar duro de cachorro treinado, ou super protetor com seu dono. Após alguns segundos absorvendo aquela visão bem Game of Thrones do Cão Felpudo ali, só faltava o Rickon Stark, ou talvez outro Stark se estivesse errado sobre o dono do lobo preto.

Aquilo não era importante agora, uma garota viera correndo logo em seguida com uma katana empunha e pela forma que se movia, ou estava bebada, ou era cega, porque parecia que não via realmente a frente para onde ia. Atrás da morena e do cão, viera uma loira bem acompanhada de zumbis perto e ela possuía um facão como arma, mas não exatamente a melhor arma naquela situação.

Preparei a besta mirando nos zumbis perto da loira, tirei duas flechas da bainha já preparando com segurança. Mirei no zumbi chegando nas costas dela, puxei um pouco para a direita tentando acertar a mira pelo olho fechado e tirando o "desfalque". Sem realmente esperar para ver o resultado, coloquei outra flecha na besta já preparando-a novamente para atirar: - Ei morena, leve o seu lobo com você e siga reto até achar o carro. Vai ter uma garota lá, é a Claire, avisa que o Drake ta indo e pra preparar o espaço para eu dirigir e a sua amiga também.

Esperei que ela escutasse e fizesse o que falei, mirei na cabeça do zumbi, repeti a sequência de tampar um olho e arrastar um pouco para a direção oposta para ajustar a mira. Esperei a menina tentar afastar o zumbi enquanto eu mirava, parecia esperar pelo meu movimento e rapidamente atirei com facilidade naquela cabeça de zumbi. Com os zumbis se aproximando mais, chamei-a: - OH LOIRA. Corre até a mim sem parar, eu cuido deles se chegarem perto.

Armei outra flecha na entrada de tiro da besta, me sentia sob teste de confiança, esperava que não tivesse problemas com as meninas, mas não era exatamente o melhor momento para pensamentos pessimistas. Terminando de puxar a corda da besta para atrás da flecha e preparando para atirar de novo quando outro zumbi se aproximasse da loira, fosse ela seguir o que falei ou não.






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Re: Perto de Lubbock - The First Parade

Mensagem por Loki Jökulhlaup em Ter Fev 10, 2015 2:02 am


Uma voz surgiu de algum ponto que ela não conseguia saber exatamente de onde, mas não era um gemido e nem um pedido de socorro, ao visto uma ajuda bem vinda em hora da necessidade. Jackpot.  Dois sobreviventes em um mesmo dia. No entanto, no começo, não sabia a quem ele se dirigia, afinal, Loki não havia conhecimento das diferenças entre loiras e morenas, mas ao ouvi falar do animal logo fez um sinal positivo com a cabeça tentando se guiar. Mas havia muito barulho e muita movimentação para que ela pudesse conseguir fazer algo e atrás de si, conforme ela corria, algo se mexia.

Loki havia corrido um pouco em direção ao carro, no entanto, perto do veículo algo chamou sua atenção.Espécies de mãos podres tentavam alcançar seus cabelos que voavam ao vento, mãos com a carne exposta cuja o dono gemia da própria fome. Ela sentia o hálito oriundo dos gases dos corpos dos zumbis atrás de si. Algum era mais rápido do que ela havia previsto, ou era apenas um solto que havia se aproveitado da situação. Fato é que, ao sentir a aproximação a mulher parou repentinamente, quase perdendo o equilíbrio e girando o corpo 360 graus com a lâmina da katana virada para fora. O giro foi rápido ou suficiente para a lâmina afiada fazer um corte profundo na garganta do zumbi cuja cabeça caiu rolando pelo chão.

Então ela começou a correr de costas já guardando a espada para depois se virar até quase bater em algo duro que tinha o toque parecido com o vidro, que se tratava da janela do condutor do carro. Com os dedos trêmulos começou tatear a procura de algum mecanismo para abrir a porta, que achou facilmente e puxou abrindo de qualquer modo e jogando seu corpo para dentro posicionando seu pé no acelerador.

Logo um corpo pesado pulou em cima do seu e se posicionou no banco do caroneiro.  Seu cachorro havia retornado para perto dela e tomado seu lugar ao lado de forma trapalhona.   - Drake pediu o carro. Mantenha a porta de trás aberta. - virou-se para onde sentia a presença de alguém, ou seja, para o banco de trás,  e sorriu de forma brincalhona enquanto exibia os olhos brancos e cegos para o vazio. Suas mãos então tocaram onde a chave deveriam estar e apenas encontraram o vazio. Droga.  pensou dando um tapa forte no volante com raiva para depois virar-se para o cachorro e apontar o dedo indicador para a janela, como se mandasse ele ficar naquela posição até ela retornar. Ele tentou se arrumar no banco pequeno demais para seu tamanho e ela tombou a cabeça em cima do volante, como se estivesse pensando no que fazer em seguida.


Wolf escutou um latido ao seu lado e sorriu de canto como se uma luz tivesse se ascendido em sua mente. Rapidamente ela abriu a porta com violência e saltou dali já puxando a katana e a levantando em forma de ataque  e esperou alguns segundos para voltar em direção ao perigo como uma pessoa estúpida. No entanto, a partir de uma certa direção já conseguia ver com clareza algumas coisas se movimentando. Os mais rápidos eram óbvios que se tratavam de humanos e os mais lentos zumbis normais.

Ao menos seria divertido.

Tentou se aproximar da outra garota, no entanto dois cadáveres andantes surgiram em seu caminho antes disso. Um ao seu lado e outro a sua frente, tão perto que ela poderia sentir. Em um movimento soturno ela levantou a katana e com força a empurrou para baixo, enterrando na cabeça do zumbi a sua frente enquanto dava pulos longos para o lado esquivando-se do ao seu lado. Puxou a espada para cima soltando-a da cabeça do que havia matado e a girou para o lado rapidamente, escutando o barulho de dedos caírem no chão o que indicava a posição da criatura, e com um pouco de cálculo rápido conseguiu adivinhar a altura do pescoço do segundo zumbi. Novamente fez um movimento certeiro, desta vez lateral lateral em direção ao pescoço alheio, cuja carne já estava fraca e portanto fora decepado. Rapidamente fez contas rápidas. Estavam em onze agora, pelo barulho que faziam e agora já era possível pensar e se orientar com clareza. - Se sobreviver eu aceito uma carona.-   Estava  ofegante e girando a cabeça para os lados como se tentasse ver algum outro se aproximando. Fechou os olhos e recomeçou com os pequenos estalos de sua boca.




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Re: Perto de Lubbock - The First Parade

Mensagem por Claire Vogt Wolfenbüttel em Ter Fev 10, 2015 11:11 pm

Hey, wait!


Claire se debruçava com agitação sobre o visor do carro à procura de algo que verdadeiramente lhe acomodasse. As mãos pertenciam ao porta luvas, revirando qualquer importância que houvesse ali. Frio, conseguia sentir algo expresso aos dedos, que a fez rapidamente agarra-lo com a mão, deixando assim o objeto fervendo-lhe a palma.

Percorreu o olhar espantoso, podendo ver uma sombra aproximar. Avançou contra o banco posterior, puxando o corpo contra o peito, fazendo de tal modo que ficasse bem próxima a Hades, que logo fluiu um latido. Claire poderia desvendar este, claro, era como se estivesse recebendo pessoas novas dentro de casa. Sem preocupação, ousou a encostar no banco, a espera de ver o garoto novamente, mas longos cabelos a surpreendeu.

- Não me admiro. - Lançou um olhar contra a menina de olhar profundo. - Claire, prazer, porém não estamos a tempo de fazer amizade, recue do carro. - Alertou a menina que em dois tempos já se mantinha do lado de fora, o que fez a garota duvidar se havia lhe ouvido ou apenas seguido seus próprios extintos.

A ruiva mantinha na superfície da mão a chave de rodas, esperava que Drake não se importasse, na verdade, não ligava para o que ele diria, mas não arriscaria usar algo de barulho a longa distância, só piorariam as coisas. Com um olhar forte desviou da mão sangrenta que tentou lhe prender a roupa, movendo o braço armado até o morto, certificando o acerto em sua cabeça ao ver os braços da cega guiando a katana. - Não vou lhe perguntar como consegue guiar isso. - Finalizou os pensamentos em tons superficial.

A garota podia sentir um arrepio a correr pela superfície do tronco, mas o olhar não a deixava tranquila. Pelo ouvido se era transmitido um pequeno ruído, em seguida ficava mais alto, cada vez atormentava-a mais. - Por favor, pare com isso! - Esbravejou com fúria, mas já podia sentir os lábios vibrarem. - Pânico nervoso. - Continuou desta vez mais baixo, tentando controlar aquilo que a deixava em nervos, desviando o pensamento ao ar límpido que a tocava nas pernas.

- Temos que sair daqui. - Com pressa Claire moveu o corpo a frente, de todos aqueles ali. - Se sairmos vivas, te deixo seguir no meu lugar, se pensar em como seguir. - Não sabia o certo o que estava falando, mas sentia que podia fazer mais do que ficar apenas se escondendo dos zumbis, mas talvez fosse isso que precisasse, ser uma menininha. Estremeceu o peito, ouvindo o ar chiando aos dentes cerrados, enquanto jogava com um pé lançava um daqueles a distante, atingindo um outro que vinha a cruzar seu caminho. = Ou talvez possamos estar no mesmo grupo. -Suavizou a voz assim como suavizou a pele.
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Re: Perto de Lubbock - The First Parade

Mensagem por Alice Owens em Qua Fev 11, 2015 2:39 am


Alice ouviu o homem que surgiu do nada, gritando com ela, estava realmente confusa, era estranho já ver uma pessoa, imagina mais uma, com certeza deveriam existir outras com aquele homem, a garota assentiu e saiu de perto, correndo até o homem, pensou seriamente em seguir a mulher que havia conhecido antes, mas não poderia deixar o rapaz ser morto por zumbis, ele não dia conta dos dez que ainda faltavam. Então, Alice foi para perto do rapaz, matando outros dois mortos vivos que estavam em seu caminho, ela sempre iria se impressionar com a facilidade que o facão tinha com aquilo, era como cortar manteiga ou um pão bem molinho, pensar naquilo fez a boca dela salivar um pouco, estava morrendo de fome, mas deixava seu estomago controlado por agora, não poderia se dar ao luxo de parar no meio do caminho.

Chegou na hora certa, obrigado. —A garota agradeceu, mas não olhando para ele e sim para as outras oito pragas que insistiam em se aproximar, um com certeza iria pegar o rapaz em cheio, mas Alice foi mais rápida, cortando a mandíbula do morto vivo, a cena foi realmente nojenta, ver aquele pedaço caído no chão, mas por fim, cortou a cabeça do zumbi, pisando em cima da mesma logo após, esmagando-a.

Alice, Alice, já posso ver sua morte...” Dizia a voz em sua cabeça, a garota mordeu o lábio, acertando a cabeça de outro morto vivo que estava próximo o suficiente para ser uma ameaça, sentia seu sangue ferver. “Você é fraca, será um fardo para esse grupo forte.” Dizia a voz em seguida de uma gargalhada horrível, a visão da garota já estava ficando ruim com seus cabelos loiros cobrindo praticamente seu rosto todo, escondendo sua expressão de ódio, a voz não podia ter razão, a garota sobreviveu sozinha por meses, não seria agora que iria morrer e virar uma daquelas... Coisas, pragas, imundas e nojentas, que era o corpo do que um dia era um ser humano pensante, mais uma prova que nada vinha de bom do homem.

Só faltavam mais alguns mas nada que complicasse a situação, acertou outro morto vivo que estava próximo, retirando um de seus braços, deixou os outros com o rapaz, ela iria descontar um pouco de sua raiva naquele, cortando a perna direita do morto vivo, se divertindo um pouco ao vê-lo caindo no chão, cortando a mandíbula do zumbi, logo após começando a chutá-lo umas duas vezes com força e por fim, atingindo-o bem no cérebro, quando terminou, suspirou, colocando as mãos nos joelhos e arqueando-se um pouco, sua visão estava meio embaçada, sua pressão estava caindo, mas mesmo assim, ajeitou a postura e encarou o rapaz, vendo o que ele havia feito.
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Re: Perto de Lubbock - The First Parade

Mensagem por Drake Warren Worthington em Qua Fev 11, 2015 8:42 am

Valhalla
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Atirei mais uma flecha na cabeça do morto vivo já esperando ele cair em seguida, então puxo outra flecha da aljava no peito e armando na besta. Imaginava rapidamente a cena da morena chegando com aquele lobo e Claire com Hades recebendo-os. Um zumbi que quase me pegou em cheio foi morto pela loira que já estava bem perto de mim e mal tinha notado tal aproximação em meio aos meus devaneios.

Fazia realmente uma falta caçar animais comuns e esse sentimento lembrou-me da Katniss em Jogos Vorazes falando disso com algum dos garotos provavelmente discordando que seria uma boa assassina nos Jogos, mas que matar pessoas era diferente dos animais. Sorri devido ao fato de que nesse aspecto eu concordava com ela, mesmo que eu estivesse matando zumbis não era realmente uma coisa assim tão fácil quanto se tem muitos deles perto.

Peguei uma flecha na aljava com a mão esquerda que segurava a besta apenas de apoio e segui para frente dos zumbis. Acertei um na cabeça e usei a besta para segurá-lo enquanto terminava de enfiar a flecha no crânio e retirava num movimento rápido. Virei a besta contra um zumbi a direita apenas para levá-lo mais para trás, deu um passo a noroeste para repetir o movimento com a besta segurando o zumbi e num movimento simples, enfiar e retirar a flecha da cabeça dele.

Esperando o zumbi que empurrei vindo em minhas costas, subi a besta num golpe diagonal enquanto virava-me para encarar o zumbi e aproveitando esse "retardo" dos movimentos dele, repito mais uma vez o movimento com a flecha de enfiar e retirar do crânio do morto. Miro num zumbi se aproximando ficando com a cara quase na mira da besta, mas esperei para atirar, andei até segurando-o pela camisa e o empurrando até os outros dois atrás dele.

Parecia boliche de zumbis, um tropeçou entortando o pé esquerdo, provavelmente ficaria quebrado e causaria uma tremenda dor se estivesse mais "vivo". O outro foi menos retardado e já tornou a seguir o do meio atrás de mim, mas sendo mais prático que ele usei a besta e atirei nele com a flecha que já tinha nela. O zumbi do meio estava a uns 10 centímetros de mim, imaginei que a flecha não seria rápida o bastando então uso a besta num movimento com força contra a cabeça do zumbi. Tentei carregar com o meu movimento, a cabeça dele junto até ficar mais próximo da minha outra mão e enfiar/retirar a flecha daquele crânio.

O zumbi com o pé torto veio se arrastando, estava com pressa de matar logo aquele grupo, então abaixo a besta, apoio-me no pé esquerdo enquanto puxo o direito um pouco para trás quase como uma reverência. Movo a perna direita para cima num movimento rápido e com o pé mais "fino" como os pés das bailarinas ficam, mas minha intenção era outra. Girei meu corpo focando no equilíbrio de ficar num pé e na força de chutar com o peito do pé a cabeça do zumbi.

Na hora que houve o impacto senti o peso de carregar aquela cabeça, mas rapidamente o peso se foi porque terminei o giro do chute e o zumbi caiu com a cabeça fazendo aquele "crack" já significando que morreu de vez. Sem se dar conta os zumbi foram todos mortos, olhei um pouco a cena de corpos: - Parece que foram todos mortos enfim. - Segui rápido para os cinco zumbis que atirei minhas flechas e usando os pés de apoio retirei da cabeça deles cada uma delas.

Podia ser rancor, ou só confirmando a morte deles, mas após cada flecha retirada fiz questão de pular com ambos os pés nos crânios flechados só pra poder não deixar uma raiva deles em mim. Com as seis flechas sujas na mão esquerda, segui caminho até a loira, joguei a besta para trás para ficar nas costas pela alça enquanto estendia minha mão direita para ela: - Prazer, Drake Warren. Venha até o carro comigo. - Seguiu caminho até o carro esperando que Claire não tivesse matado a morena com a versão real do Cão Felpudo do Rickon Stark.






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Re: Perto de Lubbock - The First Parade

Mensagem por Alice Owens em Qua Fev 11, 2015 3:31 pm


Alice colocou seu facão numa bainha improvisada no cinto de sua calça, pela primeira em alguns dias, se sentia um pouco mais relaxada, colocou as mãos na cintura enquanto via o homem se aproximar, ela tinha que admitir que ele era bonito e não tinha dificuldade de lidar com as pragas, ela ficou encarando a mão dele por um tempo, mas por fim, apertou a mão do rapaz, o ouviu se apresentar e falar em carro, aquilo foi música nos ouvidos de Alice, deveria ser pra lá que a outra mulher havia corrido com seu cachorro, a garota suspirou antes de falar alguma coisa.

Prazer Drake Warren, sou Alice. —Ela disse dando um sorriso mínimo e soltando a mão do rapaz, o seguindo até o tal carro, enquanto tentava arrumar seus cabelos bagunçados e que insistiam em ficar em seu rosto. Eles não caminharam muito, até dar de cara com um carro e a mulher dirigindo, o que fez a garota arregalar os olhos, uma cega dirigindo um carro... Aquilo não era uma ideia muito boa, como elas haviam ligado o carro?A voz gargalhava em seu ouvido, ela por fim suspirou. —Se eu falar com você, pelo menos para de rir no meu ouvido?Seu gato filho da puta. —Ela disse olhando para o lado oposto ao que Drake estava, para ele não achar que era com ele, mas de qualquer jeito, ele iria achar que a loira era doida, o que não deixava de ser verdade, depois de segundos, a risada cessou, o que foi uma sensação realmente boa.

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Re: Perto de Lubbock - The First Parade

Mensagem por Claire Vogt Wolfenbüttel em Qua Fev 11, 2015 10:22 pm

Hey,  wait!


Sem dois toques movia a mão ao ombro da cega, movendo-a para frente enquanto acertava o zumbi que permanecia próximo de suas costas. Claire podia ver o sangue jorrar na roupa da garota, mas não ligou, pelo menos sangue não transformaria-a. A ruiva recuou a seu devido lugar, rodando a chave entre os dedos, esperando alguma reação importuna, porém mesmo a lhe dar com os zumbis, não deixava de analisar a cega, não se era por uma única explicação que a deixava confiar. Interessante era realmente como está conseguira chegar até ali, uma katana não a deixava inferior a ninguém, e foi este pensamento que fez Claire fugir da atualidade.

- Precisamos achar Drake. - Cerrou o punho, já podendo sentir a unha perfurar- lhe a pele, estremeceu. - Está tarde. - pronunciou rapidamente que só depois de conduzir as palavras viu o erro. Talvez ela fosse cega de nascença e nunca pudera ver o sol, ou a lua. Uma pontada atingiu o afeto Claire. - Vem. - Tocou-a nos ombros, guiando-a de volta ao carro, desta vez no banco de passageiro. Sabia que a garota poderia fazer muitas coisas mesmo não tendo o poder da visão, mas mesmo assim queria certificar- se dá sua vida, e faria isso da melhor maneira possível.

- Atenta, se sentir algo aproximar, diga-me. - Os dedos roçaram na tampa plástica a baixo do painel, retirando-a com cuidado maior. Drake acabaria com sua vida se a ruiva estragasse seu automóvel, mas está era suficientemente inteligente para saber onde colocar os dedos. O campo de visão permitia a vista aos fios que mantinham-se intactos, não por muito tempo, foi exatamente o acontecido, após a garota começar a mexer nestes, pedindo a morena a espada, para que pudesse sem prejuízos estragar algum cabo.

Com um barulho já esperado o carro ligou, e Claire pulsou as mãos contra o volante, seguindo na direção em que a garota chegava. Limpo de zumbis, talvez não por muito tempo, não podia ter certeza de algo tão inesperado.

Sombras surgiram na pista, refletindo uma luz prateada aos olhos da garota, eram dois, mas se lembrava de Drake sozinho, não ousou pronunciar a esta questão. A velocidade foi constante até o ponto de parada. - Espero que tenha feito suas necessidades, agora, precisamos ir. - A porta bateu atrás da ruiva sem força. - Claire. - Sem um cumprimento adequado balançou a cabeça em direção a nova garota, enquanto o corpo se impulsionava até o banco de passageiro do carro outra vez.

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Re: Perto de Lubbock - The First Parade

Mensagem por Loki Jökulhlaup em Qui Fev 12, 2015 2:22 am


"Está tarde" Escutou uma voz falar e Loki levantou a cabeça para o céu. Não via nada de diferente do normal, mas estava ficando cada vez mais frio o que denunciava a noite, que não influenciaria nada em sua vida, mas sim na dos outros. Quase que como por impulso levantou a cabeça para cima, olhando o que deveria ser o céu « Não é seguro voltar para a cidade. » Confirmou o que todos já sabiam. A voz saiu mais firme e confiante, porém rouca dada a sede que sentia.  Guardou sua katana na bainha e a encaixou de mal jeito na mochila surrada que usava (e que eu esqueci de comentar da existência de tal objeto. sorry guys)

Ela se sentia suja, talvez com uma sensação maior que a realidade pois tudo que era de encontre com sua pele era mais intenso. Apesar de não enxergar todos seus outros sentidos eram mais aflorados e com o toque da mulher de voz nervosa em seu ombro ela deu um leve espasmo em todo seu corpo e teve de conter o impulso de puxar novamente sua espada pois, desde quando o inferno começou para ela, há exatos cinco meses e vinte e oito dias, todos que tocaram sua pele tiveram a intenção de comer sua carne e nunca com a intenção de guia-lá, o que ela achou a ideia estranha, mas acatou rapidamente, seguindo as mãos femininas que a guiavam de volta ao carro de onde ela havia saído, mas desta vez para o banco de trás.

Jogou primeiro a mochila, que caiu no chão e depois Acomodou-se no banco traseiro cruzando as pernas e passando as mãos nos cabelos negros penteando-os com os dedos. Talvez devesse avisar para ela que o seu "sensor" não funcionava corretamente através de vidros, mas ao menos continuava a se guiar pela audição e com isso, além de escutar as coisas que acontecia do lado de fora, mesmo sem saber ao certo das tretas que rolavam, ela escutava a garota mexer no carro, a procura de algo. Rapidamente abaixou-se e pegou a katana ainda guardada dentro da bainha e passou para ela « É o fio verde com o amarelo» Disse como se pudesse saber sobre o que estava falando. Soltou uma risada baixa voltando a pentear os cabelos.

Logo sentiu a presença de algo peludo ao seu lado e ficou tentada a perguntar se aquele era ou não Fenrir mas com o barulho do carro sendo ligado todo seu interesse na identidade do animal foi perdida pois logo encarava a janela como uma criança que se aproximava de um parque de diversão.

Tocou o vidro gelado com as mãos de forma sutil e bateu com a ponta da unha na superfície absorvendo o barulho para que, segundos depois, a porta fosse aberta e ela desse, literalmente, um pulo para o lado do passageiro. Rapidamente levantou as mãos tateando atrás do fio do cinto, segurando a peça de metal com força e a puxando para baixo enquanto com outra mão segurava a peça de encaixe errada, a do meio ao invés da do lado direito.

Encurvou o corpo para frente e abaixou a mão tocando o chão do carro. « Fenrir?» Sussurroucom um leve tom de preocupação em sua voz, esperando algo que denunciasse a presença de seu animal e logo uma língua tocou a ponta de seus dedos delicadamente e ela deu um longo suspiro já endireitando a coluna. «Ooh. It's a Bingo» Cantarolou de forma parecida com o vilão de Bastardos Inglórios, apesar de não se lembrar de onde havia ouvido isso. Novamente sentiu um espasmo em seu corpo, estremecendo por completo para que no final restasse apenas uma leve dor de cabeça «Bem...Faz tempo que não vejo pessoas. Portanto, só me resta perguntar...» Suspirou como se estivesse cansada, e de fato estava «Alguém precisa de Band-aids?»
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Re: Perto de Lubbock - The First Parade

Mensagem por Alice Owens em Qui Fev 12, 2015 3:36 pm


Alice deu de ombros, olhando para o chão por um tempo, logo em seguida para cima, estava escurecendo e logo teriam que achar algum lugar para passar a noite, dormir num carro não é confortável, não tem espaço e também não é a melhor opção, ela só não queria voltar pra aquela cidade, deveria ter algum motel de estrada abandonado, se eles tiverem sorte, ela nunca havia vindo ao Texas antes, mas não parecia ser impossível de achar algum lugar. A garota suspirou e entrou no carro um pouco depois de Drake, sentando-se no banco de trás, a sensação de estar sentada novamente, após dias andando, era realmente muito boa, a garota optou por fechar os olhos e ficar ouvindo eles conversando.

O que acha deles?Acha que são confiáveis?”Perguntava aquela voz incomoda, a garota fez uma careta e abriu os olhos, voltando a prestar a atenção nas pessoas ali presentes, não pode deixar de rir um pouco com a mulher perguntando se alguém precisava de band-aids, a loira ouviu sua barriga roncar mais uma vez, mas ignorou a mesma, dando de ombros e engolindo a saliva. Não sabia na realidade o que pensar, fazia um bom tempo que ela não falava com pessoas, viu também uma ruiva dirigindo, ela a e Drake pareciam falar sobre passar a noite, não resistindo a sua fome.

Alguém ai tem comida?—Alice pergunta meio tímida e envergonhada, aquilo tudo estava sendo meio sem razão, ela não gostava de pedir as coisas, principalmente algo importante como comida, ela se ajeitou novamente no banco, observando a janela, se perguntando novamente o motivo de o mundo estar daquele jeito, ela suspirou e viu que eles estavam indo pelo caminho que ela havia feito para ir para a cidade, uma área sem muitos lugares bons para ser feito de abrigo ou lugares para procurar alimento e água, deveria avisar? A garota permaneceu onde estava, quando chegasse a hora, ela falaria.

Eu ainda estou aqui e sei que está me ouvindo.” Disse a voz na mente da loira, ela não iria responde-lo, pelo menos não de imediato, não queria pagar mais uma de doida, ela se encolheu no banco, preferindo não ver os mortos vivos pela janela, ou alguns que insistiam em tentar ir atrás do carro e por fim, aqueles que estavam no caminho, um momento de paz até que não era ruim, aquilo estava realmente ficando relaxante, mas em breve, ela saberia que teria que sair daquele carro e ajudar os outros.

Sem nem mesmo saber, Alice havia encontrado um grupo, que no momento eram todos desconhecidos, mas para sobreviver, todos eram bem vindos e também já nem pareciam desconhecidos, se isso fosse antes, ela nem mesmo teria ajudado Drake e sim, saído correndo para se salvar, uma atitude egoísta, mas a loira havia aprendido a ajudar e também uma regrinha. “Se quer ser ajudado, tem que ajudar também”.
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Re: Perto de Lubbock - The First Parade

Mensagem por Drake Warren Worthington em Sex Fev 13, 2015 2:01 pm

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Não cheguei até o carro, o que aconteceu fora mais estranho e surpreende do que era imaginável se supor. O carro com as meninas e os animais vieram encontrar comigo, a loira entrou nele rapidamente e Claire trocou de lugar, deixando-me preocupado com a forma que ela ligou o carro. Contudo, no entanto o foco era sair dali, então entrei no carro deixando as flechas usadas no painel de forma que ficassem a vista e não perderia de vista, além também que não correria o risco de me ferir com elas.

Guiei o carro para o retorno da estrada, tentando evitar muito tempo em meio aquela areia do chão, poderia haver gasto de gasolina mais do que o normal se prosseguisse naquele terreno. Tentei evitar enrolar muito pela quantidade de gasolina e assim que cheguei com o carro na estrada, mudei a marcha para uma acima da anterior e prossegui o caminho. Ouvi a loira perguntar de comida, logo a respondi: - Eu tenho, ta lá trás embaixo da lona, mas são enlatados. Precisamos achar um motel de estrada, ou um posto de gasolina, talvez até uma lanchonete já sirva. Alice e morena, conhecem alguma coisa assim por perto?

Mantive o controle do carro constante e a velocidade fixa, sem desvios, evitando aglomerações de zumbis e de carros caso aparecessem. Não era certeza, mas carros na estrada não é um bom sinal, assim como vampiros se fazem de acidentados na rua, nesse mundo caótico e morto, podem usar isso com carros. Esperava uma resposta delas sobre algum ponto de parada ali perto, precisávamos parar e não seria muito bom procurarmos um local quando escurecer.






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Re: Perto de Lubbock - The First Parade

Mensagem por Claire Vogt Wolfenbüttel em Sab Fev 14, 2015 12:28 pm

Hey,  wait!

Claire trocou o olhar com Drake, enquanto esperava o resto do corpo do garoto entrar para dentro, os olhos deparou-se com o painel do carro. - Depois eu arrumo. - A voz sairá tão baixa que não tinha certeza se poderia ser ouvida pelo menino. Os punhos cerraram em audácia, mas nada pronunciou, permanecendo a cabeça levemente apoiada sobre o vidro, deixando o ponto maior de visão escura.

Sentia o coração pulsar e podia ouvi-lo, se não se desse pela interrupção do ruído sagaz. Claire não identificou as vozes e nem ousou a procurar, apenas concordou com as palavras, juntando-se a elas em sua cabeça. A ruiva também estava com fome, mas não pronunciava sobre tal, nunca fora alguém de transparecer suas fraquezas. Dava-se na semana passada a procura de produtos alimentícios, mas antes de satisfazer-se, fora capturada por alguns daqueles, brancos. Tão pouco a garota não podia fazer as contas de quantos dias passava sem ingerir algo descente.

As mãos desceram pelos pelos de Hades, cruzando pela sua costa, enquanto inclinava o corpo para melhor tocá-lo.  - Tem alguns postos nas estradas. - Engoliu o resto das palavras em desprezo, não tentava ser inteligente, apenas ajudar. - Acredito que nossa opção por gasolina não esteja muita. - Finalizou secando a garganta.

O cano da pistola fervia ao longo do tronco de Claire, estava gelada, não a tocou, sabia a garota que era bom a sentir presente. Congelou o corpo novamente no assento, enrolando mexas de seus fios aos dedos, começando trança-los até uma futura tranca, ao topo de sua cabeça como uma faixa de cabelo. Com um suspiro podia ouvir o chiado em meio aos dentes.

os olhos encontrou por vez o local abandonado, pouco estavam da cidade quando Claire podia sentir Drake rebaixando a velocidade. Ela estava certa, havia ali um posto. o longo chão de concreto não parecia cercado por aqueles mortos desta vez, e no fundo, como um pequeno mercado. Lembrava-se de quando criança a mãe lhe levando a viagens, paravam nestes postinhos para fazerem lanches, até mesmo para realizarem suas necessidades. A lágrima fervia-lhe aos olhos, mas era orgulhosa demais para desaba-las na frente dos outros.

Os pés tocaram no chão assim que o motorista deixou-se a parar. Sem soltar, ainda utilizava para alto defesa a chave de roda. Movendo o corpo até a bomba de combustível podia sentir os cabelos jogados contra o vento e a respiração pesada que a fazia parte. Hades aproximava-se de Claire com passos calmos e silenciosos, o focinho lhe tocou a pele, fazendo cócegas inesperadas pelo toque gelado.

- Que dois fiquem aqui, que dois entrem lá. - Indicava com a cabeça até o pequeno mercado. - Se não forem, eu vou. -Não houve dúvidas no que dizia, alcançou os passos pesados até a porta de vidro, adentrando vagarosamente, com alguém ou não, uma expedidora não tinha medo de enfrentar aquelas coisas sozinhas, muito menos Claire.
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Re: Perto de Lubbock - The First Parade

Mensagem por Drake Warren Worthington em Dom Fev 15, 2015 8:45 pm

Valhalla
awaits me
Sword in my hand and axe on my side. Valhall awaits! Soon I will die. Sword in my hand and axe on my side. Valhall awaits me, when i'm dead!



Percebi o local que Claire indicara e realmente poderia ter coisas ali para o grupo, sendo realmente possível que já fossemos tachados como um grupo, ou não também, nem perguntei sobre isso para as meninas. Em meio aos meus devaneios, não notei a ruiva saindo do carro, virei minha cabeça para as duas nos bancos e comentei: - Alice e morena fiquem ai se “recuperando” da fuga que vou ver com a Claire se o local tem futuro e possibilidade para passarmos a noite.

Abri a porta do carro pegando uma flecha na aljava no meu peito e colocando na besta já puxando a corda e ajeitando a mira da arma. Fechei a porta do carro com calma e sem pressa para não fazer tanto barulho e apressei meu passo para seguir Claire. Logo que me aproximo tento chama-la sem gritar: - Ei, espere por mim. - Torci para ela esperar por mim enquanto estava atento para barulhos, movimentação a frente e no chão perto de onde estava e principalmente com a retaguarda que poderia vir zumbis que nos seguissem e tentassem o elemento surpresa se fossem inteligentes pra isso.

Passei pela porta com a besta preparada para ser usada, a faca no cinto parecia vibrar para ser pega, então soltei o apoio da besta, peguei a faca de forma defensiva e retornei o apoio da besta com a mão que segurava a faca. Dei dois passos para dentro do local usando o pé para segurar a porta e não deixa-la bater fazendo mais barulho. O local era uma dessas lojas de conveniência com posto de gasolina, tendo o básico do necessário e futilidades, além é claro do básico de saques também.

Havia duas estantes, ou fileiras de prateleiras, ou quaisquer que fosse o nome certo daquilo, mas evitei entrar nos corredores: - Vou ver o balcão e já volto - e fui até o caixa primeiro. Passei pela madeira que abaixa e se passa por balcão, o local estava vazio de presenças vivas ou mortas no caso, sorri pela piadinha macabra e continuei verificando o balcão. Tirei dois tabletes de chicletes de sabor de menta e o outro de morango com 7 gominhos cada, dois tabletes de bala sabor maçã verde com a embalagem amassada provavelmente de saques apressados anteriores.

Atrás de mim havia 4 maços de cigarros “Viva, matar a saudade!”, dois maços eram de uma marca canadense pela folhinha vermelha no centro da embalagem por exportação, mas a marca rela era como a dos outros dois eram de marcas que conhecia. Tinha duas caixinhas de camisinhas abertas, abri elas e deixei cair o conteúdo no balcão, contando tudo eram 7 camisinhas aparentemente intactas então coloquei numa caixinha só que deveria caber dez que é a quantidade normal que vem nelas e coloquei junto das coisas pra levar.

Virei-me no cubículo do balcão e não tinha mais nada nas prateleiras e nas tiras de plástico para prender biscoitos. Desci um pouco para ver embaixo no balcão, tinha uma caixa de munição calibre 32, abri e com o dedo contei as balas ali dentro que eram no total: 14 balas. Coloquei a caixa no balcão e por fim e não menos importante, uma mochila dessas tipo de ladrão medroso com um bolso apenas que cabe muita coisa pra colocar com pressa o que roubou.

Coloquei as coisas que achei ali dentro, coloquei a mochila nas costas com o zíper fechado e sai do cubículo retornando para perto de Claire: - Não vi se foi ver os corredores enquanto fui no balcão e viu o que achei, mas qual é o calibre da sua arma? - Respirei fundo como se estivesse preso num local apertado recentemente e embora não tivesse notado na hora, o cubículo do balcão era pequeno pra mim e a pessoa que ficava ali devia ser menor e baixinha para se sentir confortável.

Inflei um pouco meu peito esperando uma resposta e mexi um pouco meus ombros para relaxá-los também devido terem ficados meio encolhidos naquele local. Senti-me além de dolorido e relaxado aos poucos, pensei que talvez não fosse uma boa ideia deixar as duas no meu carro, mas nessa lógica também já deixei a Claire e lavando uma mão para lavarem a minha eu estava no lucro. Quer dizer, meio que ajudei as três até ali, não imagino alguma delas me sacaneando então retomei o foco para a loja esperando uma resposta da Claire.


Itens:
Itens:
✘ 14 balas calibre.32
✘ 7 camisinhas
✘ 1 Tablete de chicletes – Sabor: Menta [7/7]
✘ 1 Tablete de chicletes – Sabor: Morango [7/7]
✘ 2 Tabletes de balas – Sabor: Maçã Verde [10/10]
✘ 4 maços de cigarros Marlboro [20/20]






Notas: Notas notas ou qualquer coisa.



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Re: Perto de Lubbock - The First Parade

Mensagem por Claire Vogt Wolfenbüttel em Dom Fev 15, 2015 11:52 pm

Hey,  wait!

Adentrava o corpo na loja quando podia ouvir passos à sua posterior, com os olhos frios pode se ver que era Drake, cujo rispidamente pronunciava algumas palavras, cujo Claire não deu muito moral. Assim que o garoto a alcançou a ruiva lançou a mão vagarosamente sobre a porta de vidro, que se abria em um barulho fraco, o que não a deixou preocupar.

O moreno dizia em poucas palavras e afastava-se de maneira exótica, Claire fez o mesmo, seguindo seu caminho de forma mórbida. As prateleiras se transformavam em largos corredores, que fez a fez delirar por alguns minutos, não acreditava finalmente ter se dado por alimentos. Com uma mão tocou a uma cesta que se colocava ao lado esquerdo, que a fazia relembrar às compras com a mãe, cujo ainda não acreditava que a perderá. Adentro do material plastificado a ruiva colocava tudo a que lhe vinha ser grande uso. Pacotes de salgadinhos, barras de chocolate e de cereais, refrigerantes. Com todos aqueles produtos a garota podia saber que após o andamento não havia tido invasão ao local, até o exato momento.

As mais de Claire tocaram um longo ferro, assim que esta puxou pode ver que se dava um pé de cabra, colocado ao canto da terceira prateleira, agora a garota não mais precisaria a utilização da chave de roda, acabou pondo-a presa a cintura, apertando nas mãos o item que acabara de ter o encontro. O susto lhe percorreu contra a pele e o reflexo se deu por maior, havia um daqueles ali e estava aproximando-se cada vez mais da ruiva, que acertou a cabeça do morto sem ao mesmo o fixar o olhar. O medo correu as veias, podia ter matado Drake, os modos da menina deveriam mudar, já que por fim não se punha mais sozinha.

O final do corredor revidou o caminho até o balcão.  Os olhos percorreram ao menino, que terminava de esconder as camisinhas dentre a mochila, o que fez a garota soltar um baixo ruído, ocupando a atenção por este, observando-o enquanto alcançava as mãos a parte de baixo do balcão, alcançando uma caixa.

Soltou um sorriso no canto dos lábios, talvez este fosse o mais sincero desde os ocorridos, mas no fundo ainda não sabia como se colocava a sorrir. - Calibre 32. - Afagou os cabelos com a mão livre, enquanto aproximou o corpo ao do garoto. - Consegui alguns alimentos e chocolate, há refrigerantes na próxima prateleira. Ah, um pé de cabra. - Balançou o pedaço na mão enquanto moveu os olhos ao redor. - Não estamos sozinhos aqui. - Engoliu o resto das palavras, esperando enfrentar outros daqueles, enquanto aproximava-se da próxima coluna.

itens:
Pé de cabra.
2 Barras de cereais.
1 Barra de chocolate.
2 Pacotes de salgadinhos.
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Re: Perto de Lubbock - The First Parade

Mensagem por Drake Warren Worthington em Seg Fev 16, 2015 3:43 pm

 Valhalla 
awaits me
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Observei rapidamente a saída da ruiva de um corredor, nos deixando para verificar dois do total de três, peguei a faca de novo ficando em posição de ataque com a faca em defensiva e a besta pronta para o ataque contra o que viesse a aparecer pelo corredor. Andei com calma e pressa entre caixas vazias de biscoitos no chão, garrafas de coca cola, pacotes de biscoito e o mais impressionante pela quantidade, sangue coagulado.

Na verdade o estranho não era a quantidade, era o rastro do sangue que parecia quase me informar o ritmo de passadas do errante. Ele mancava e forçava o lado direito cada vez que pisava com o pé direito, com o esquerdo a quantidade de sangue era menor e mais pingos como uma linha. Mais para frente notei uma coisa vermelha quase como uma arma, abaixei-me e notei que era de fato uma arma suja de sangue e com resquícios de um crânio zumbi provavelmente.

Coloquei a arma na prateleira para limpá-la depois desse sangue todo, continuei andando pela direita de onde encontrei a arma com sangue e encontrei duas máquinas de moedas, uma de biscoitos e doces, já a outra de bebidas de latinhas. Vir-me-ei para usar o cotovelo na primeira máquina à direita que era a de comida, mas nessa virada com os pés escorreguei em algo que nem esperava estar no chão.

Senti meus pés bambearem, minha bunda cair com força no chão e minha visão mudando para o teto, em seguida segui escorregando até o fim do corredor e batendo nas estantes dos refrigeradores com minhas pernas pro alto. Quando realmente parei de mover-me pelo escorregão cai de lado reconhecendo as dores corporais e percebendo onde tinha caído realmente. - Merda - Equilibrei meu corpo nos joelhos e nos braços para me levantar, tinha um morto vivo com a boca aberta e uma faca de caça na cabeça que não tiveram coragem de tirar.

O zumbi morto estava apoiado na prateleira com a faca verticalmente enfiada no crânio e pela blusa devia ser o cara que ficava no balcão. Terminei de me levantar do chão, peguei minha besta e minha faca do chão já observando a cena melhor e comentando para Claire que deve ter ouvido o barulho: - Eu escorreguei em sangue aqui, e tem o cara do balcão aqui já morto com uma faca. - Segurei o cabo da faca com força e firmeza, rapidamente a tirei esperando o corpo cair para frente e observando que não era uma faca comum era uma Alabama Slammer.

Coloquei a faca numa prateleira enquanto observava o conteúdo dos refrigeradores que se resumia a nada na verdade. Olhei envolta um pouco verificando o fundo da loja notando o esperado não com tanta certeza pela esperança da possibilidade perdida em meio aos saques anteriores feitos na loja. Recuperei a faca da prateleira, voltei com cuidado para onde estava a Desert Eagle suja de sangue, tentei tomar cuidado com sangue e o caminho do escorregão que deixei.

Abri a mochila que tinha comigo, coloquei os chicletes, as balas, as camisinhas no bolso da frente da mochila, retirei a caixa de munição colocando no bolso lateral que era fechado e não esburacado como muitas mochilas. Tirei os maços de cigarro e os coloquei na prateleira para poder ajeitar as coisas mais pesadas. Arrumei novamente meu braço e soquei o vidro das latinhas, andei para frente e soquei o vidro dos biscoitos e chocolates.

Coloquei primeiramente os biscoitos na mochila, depois os maços de cigarro e retornei até o zumbi do cara no fundo e retirei a camisa dele sem cuidado e rasgando ela. Usei a blusa rasgada do zumbi para limpar a Desert Eagle, aos poucos revelou a cor prateada e parte do cabo onde a mão segura a arma é de couro preto. Por fim verifiquei o pente dela e tinha faltando duas balas, que no caso uma estava na arma e a outra já devia ter sido usada anteriormente.

Peguei uma das cestinhas de compras, coloquei com cuidado as latinhas que ainda tinha no refrigerador e fiquei perto do balcão arrumando as coisas novamente. O local estava limpo, verifiquei as coisas que tinha e deixei a faca embrulhada num pedaço da blusa rasgada que não estava tão imunda para eu tentar fazer algum tipo de bainha. Coloquei a Desert Eagle nas minhas costas e esperei ali pela Claire retornar e comentei: - E então, precisamos conversar aqui porque talvez não tenhamos outra chance. O que acha das meninas?

Itens:
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✘ 14 balas calibre.32
✘ 7 camisinhas
✘ 1 Tablete de chicletes – Sabor: Menta [7/7]
✘ 1 Tablete de chicletes – Sabor: Morango [7/7]
✘ 2 Tabletes de balas – Sabor: Maçã Verde [10/10]
✘ 4 maços de cigarros Marlboro [20/20]

✘ Desert Eagle - Pente carregado
✘ Faca de caça

✘ 3 chocolates com caramelo
✘ 2 chocolates com avelã
✘ 2 chocolates com morango
✘ 4 doritos pequenos
✘ 3 salgadinhos de queijo
✘ 4 salgadinhos de presunto
✘ 2 salgadinhos de bacon
✘ 2 salgadinhos de pimenta
✘ 3 latinhas de coca cola
✘ 2 latinhas de algum genérico da coca
✘ 2 latinhas de refrigerante de laranja
✘ 3 latinhas de refrigerante de guaraná






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Re: Perto de Lubbock - The First Parade

Mensagem por Loki Jökulhlaup em Ter Fev 17, 2015 1:33 am


Loki não esboçava nenhum movimento ou falava algo. Sentia-se enjoada pelo movimento que o carro fazia na estrada e o barulho que ele realizava. Para muitos o ronco do motor era algo belo e até um som que trazia tranquilidade e, de fato, aquilo gerava a sensação de conforto e segurança, no entanto, para ela aquilo parecia mais alto do que deveria. Sua cabeça latejava e seu estômago se revirava de forma estranha. Agradeceu internamente quando o carro parou.

Suas mãos fechavam-se no pelo do animal com força, pegando a pele do animal que mais aparentava ser um lobo do que um cachorro. Ele não parecia se importar com essa ação vindo dela e seus olhos  focavam-se no outro cachorro menor que ele. Fenrir abriu a boca para dar um latido, no entanto, as mãos de Loki apertaram-se mais sob sua pele o que fez ele dar um ganido baixo e obediente.  « Alice, não? Irei descer um pouco, cuide para não chegar alguém perto. » Tentou dar um sorriso trêmulo mas apenas conseguiu fazer um pequeno movimento com a cabeça, como uma reverência amistosa. Soltou o pelo do animal e abriu a porta com uma mão no cabo da katana, como se aquilo desse um pouco de segurança.

Seus pés tocaram o chão de prontidão e quando ela deu um passo para frente seu animal a acompanhou, como um fiel escudeiro ao seu lado, após pular do carro quase a assustando. Talvez estivesse mais escuro pois o tempo estava mais frio e ela sentiu o vento bater em sua pele e arrepiar sua epiderme. Seu corpo arqueou-se para frente e ela tampou a boca com as mãos engolindo a tosse que sentia-se formar debaixo de sua garganta e escorou-se em uma das bombas de gasolina abaixando-se, quase sentando-se no chão sujo.  Seu animal sentou-se ao lado, fazendo-se de apoio para ela.  « Encher o tanque. Certo? » Sussurrou acariciando o animal de olhos fechados, o que não fazia muita diferença para ela.

Mantendo sempre os olhos fechados ela levantou-se, tateando a borda do carro até achar a beirada do tanque. Nada que precisasse de uma chave para abrir, pelo visto o mecanismo era fácil e até mesmo falho. Levantou a tampa sem dificuldade apenas seguindo as bordas até sua mão tocar em uma rodela de rosquear. Sentiu o material melado em suas mãos e naquele momento teve vontade de largar o que estava fazendo, mas já não tinha essa opção. Tirou aquela tampa e a enfiou de qualquer modo enroscada no cinto, como a bainha de sua espada. Virou-se, dando um giro de cento e oitenta graus de frente para a bomba. Estendeu a mão e com os dedos finos começou a tocar aquilo até encontrar o lugar onde colocaria a mão para liberar a bomba. Até que não era tão difícil como ela imaginava.

Retirou aquilo do lugar e com uma mão no bico da mangueira conseguiu ajustar dentro do cano do tanque de modo que não vazasse e começou a encher. Escutava o líquido saindo da mangueira e o cheiro forte de gasolina subir. Estranhamente reconfortante e ficou ali até o botão torna-se mais duro, quase impossível de se apertar, denunciando que o tanque estava cheio. Puxou a malha da camisa mais para cima de modo que ficasse abaixo do buraco e tirou a mangueira sem deixar um pingo cair na lataria. Novamente fez um giro e colocou a mangueira de qualquer modo na bomba, mal colocado a certo ponto, qualquer movimento derrubaria aquilo do suporte.

Retirou a rosca do cinto e fechou o tanque de forma feliz com seus resultados, apesar de vagarosos. Sentia-se bem por ter feito algo e a sensação em seu estômago estava quase parando. Direcionou-se novamente à porta do carro e sentou no banco de forma calma, com as pernas do lado de fora do carro, com os pés apoiados no estribo e com a porta aberta virada para a porta da loja de conveniências. O carro balançou um pouco quando Fenrir retornou ao seu lugar, tentando caber no espaço entre os brancos traseiros e dianteiros. Os olhos de Loki abriram-se para o vazio, duas orbes brancas e perturbadoras que encaravam o nada. Seus dedos levantaram-se em direção aos lábios, como se fumasse um cigarro invisível. Puxou o ar pela boca de forma calma, serena e  ergueu a cabeça para cima soltando o ar. Eu mataria por cigarro. Pensou macabramente ao mesmo tempo em que seus lábios repuxavam-se em um sorriso pensativo.
 

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Re: Perto de Lubbock - The First Parade

Mensagem por Alice Owens em Ter Fev 17, 2015 5:30 am


Alice simplesmente assentiu e viu os dois descerem do carro pouco tempo depois, a garota franziu a testa, por um momento ficou sem entender o motivo de Drake sair com a ruivinha, a loira sentia fome e queria procurar as coisas, ficar sentada nunca foi o forte dela, ficou tanto tempo sentada e deitada naquele hospício, que mesmo cansada, tentava se recuperar o mais rápido possível e voltar a andar, se mexer e poder ser livre, trabalhar em equipe era bom e ruim, no momento, todos eles eram completos estranhos para ela, não sabia o real motivo de estar confiando neles e também sabia que não poderia dar muita opinião, percebeu aquilo quando a ruivinha respondeu a pergunta que havia sido dirigida a ela e a mulher ao seu lado, assim que o carro parou, a morena disse que iria sair um pouco e assim fez, mas não saiu totalmente do carro, parecia querer conversar, mas ela fumava um cigarro invisível.

Volto já... —Disse Alice, aquelas roupas mal cheirosas a davam nojo e vontade de vomitar, ela ainda vestia as roupas que havia roubado de um dos mortos vivos, não faria falta a ele mesmo, ela abriu sua porta do carro e subiu no teto do carro, ficando de pé em cima do mesmo, sentiu a brisa que vinha e suspirou, retirou a blusa xadrez e deixou o vento levar, assim fez com todas as peças de roupa, deixando os coturnos ao seu lado, ficando apenas com suas roupas intimas, ela olhou para o sapato ao seu lado e jogou bem longe, tentando acertar o mais longe possível, ainda rindo um pouco, junto com a voz em sua mente que também parecia aplaudir, a garota fez reverencias de agradecimento, seus cabelos loiros paravam um pouco abaixo da cintura, o que cobria bem seu sutiã negro, quando se sentiu confortável novamente, desceu e se sentou no banco do carro novamente, fechando a porta e olhando para a mulher ainda fumando o cigarro invisível, a garota procurou sua mochila (havia esquecido de citar ela antes), e procurou um cigarro de seu antigo maço, acabou achando o último de seu maço, mesmo que quisesse fumar o mesmo, ela cutucou a morena e colocou o cigarro na mão dela, junto a um isqueiro, foi quando Alice percebeu que ainda não sabia o nome dela. —Qual é o seu nome? —A garota pergunta, enquanto esperava a mulher começar a fumar o seu cigarro.

Você ás vezes me da vergonha, eu mataria todos eles e fugiria com a comida e carro!” Falava o gato na sua mente, aquilo fazia Alice realmente sentir ódio, ela mordia o lábio para não responder aquela voz, fechou sua mochila e cruzou as pernas, se sentia realmente livre daquele jeito, a roupa incomodava um pouco sua vida, ao mesmo tempo não, em momentos ficar daquele jeito era bom, era uma certa liberdade. Ela olhou para o cão da mulher e acariciou seus pelos duros por falta de banho, mas ele não parecia se incomodar nenhum pouco. “Alice, Alice, não me ignore...”;

Cale a boca seu gato filho da puta, to tentando conversar com a moça, não está vendo?—Ela acaba não se segurando, a voz ria alto e de um modo estranhamente contagiante, a garota começou a rir junto, mas logo parou, olhou para trás em direção ao mercado, esperando os dois voltarem, não tinha pressentimentos bons, seu corpo se arrepiou do nada, com bônus um frio incomodo na barriga, por enquanto, elas tinham a sorte de não ter nenhum morto vivo por ali, aquela tranquilidade seria apenas por uma questão de tempo, certo?Certo, não via a hora de poder arrancar mais cabeças e dizer a frase que ela sempre quis falar, mas esperaria a hora certa para revelar aquela frase, esconderia até de si mesma, para poder se lembrar e se tocar apenas no momento de dilacerar mais zumbis.

A loira poderia falar o que quisesse, não tinha muito o que reclamar do apocalipse que estavam vivendo, poucas pessoas, pouca chance de sobrevivência, nada confortável, mas nada que ela já não tenha visto e vivido pior antes, mas sentia falta de um violão e poder cantar, fumar e escrever, aquelas eram as únicas coisas que ela realmente poderia dizer que sentia falta, sua liberdade de poder soltar sua loucura sem ser daquele jeito estranho e abominável de sempre e também, ela tinha uma paixão estranha por aquilo, era como se fizesse parte de si e a falta daquilo era realmente ruim, como um começo de algo torturante, um vicio estranho, para uma pessoa estranha.
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